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Terça-feira, 6 de Maio de 2008

ENSAIO LG21 * LITERACIA GLOCAL * PRIMEIRA PARTE

 

NOVO ENSAIO DOS SURREALHUMANITY

 

 

LITERACIA GLOCAL XXI, LG 21 :

 O NOVO PARADIGMA COMUNICACIONAL

EMERGENTE  NO SEIO DOS REAJUSTADOS

SISTEMAS EDUCATIVOS TRANSMODERNOS

 

 

          

           “1.Todas as pessoas têm o direito à educação, bem como ao acesso à formação profissional e contínua.

                2. Este direito inclui a possibilidade de frequentar gratuitamente o ensino obrigatório.

                3. São respeitados, segundo as legislações nacionais que regem o respectivo exercício, a liberdade de criação de estabelecimentos de ensino, no respeito pelos princípios democráticos, e o direito dos pais de assegurarem a educação e o ensino dos filhos de acordo com as suas convicções religiosas, filosóficas e pedagógicas.”

                  Pontos 1, 2 e 3 do 14º Artigo da Carta Europeia dos Direitos do Homem, criada pelo Conselho Europeu de Colónia, a 3 e 4 de Junho de 1994

 

            Catorze anos volvidos desde a redacção da Carta Europeia dos Direitos do Homem, é bom lembrar, a todos, a Presidência da Comunidade das Democracias, assumida em Novembro último pelas autoridades portuguesas, para poder renovar algum sentido de esperança, - relativamente ao qual, cada um de nós, não está isento de responsabilidades - num futuro mais harmonioso e fraterno, à escala internacional. Uma lufada de ar fresco, há muito, que é aguardada por uma esmagadora maioria da sociedade mundial e, muito provavelmente, os sessenta anos da promulgação da Declaração Universal dos Direitos do Homem, que agora se comemoram, efusiva e entusiasticamente, pelos cinco continentes, mais não podem a não ser assumir-se como um reacender de promessas não cumpridas, em parca dívida com as populações votadas ao ostracismo e abandono humanitários.

 

            Aliás, não é filho bastardo do acaso o facto de o actual Secretário-Geral das Nações Unidas, o Exmo. Sr.  Ban Ki-moon, na sua reconhecida linha de acção programática dos últimos tempos, ter sido peremptório quanto aos contornos com que a Declaração do Milénio, ratificada em 2000 por 189 países, vem enformar o novo puzzle geopolítico mundial, designadamente, no que aos Objectivos de Desenvolvimento, a atingir até 2015, se refere. É, pois, natural que a luta firme em prole da erradicação da pobreza e da má nutrição, a preocupação confessa com a degradação ambiental em curso e o flagelo endémico imposto pelo vírus HIV, bem como a acentuada desigualdade de géneros, venham a integrar as diversas agendas políticas dos principais líderes mundiais, nas quais, estamos certos, a rubrica temática “A Educação para todos até 2015não deixará de constar, dadas as múltiplas implicações sociais em jogo. Como é evidente, a Unesco e a União Europeia não poderiam ficar excluídos deste interessante desafio, que é poder contribuir para uma globalização mais harmoniosa e humana.

 

            À luz de todo este envolvimento singular, múltiplos têm sido, como se sabe, os programas e projectos implementados, um pouco por todo o lado, a maioria dos quais graças a planos de co-financiamento delineados, propositadamente, para o efeito.

 

Poderíamos, de súbito, mencionar o caso do Programa Erasmus e do seu congénere Erasmus Mundus, ou da acção levada a cabo pelas Cátedras Jean Monnet, ou ainda, pelo recém-criado movimento Literacia Digital, no contexto da nova organização, com vínculo institucional à O.N.U., designada de Aliança das Civilizações, sob a convicta liderança do nosso Ex-Presidente da República, Dr. Jorge Sampaio.

 

Não deixa, porém, de ser curioso o facto de, cada vez mais, ser perceptível uma abertura, em crescendo, por parte dos mais diversos quadrantes, mormente oriundos do seio académico, face à importância das várias línguas e dialectos, requeridos pela nova concepção arquitectónica do novo espaço criado pelo transmoderno paradigma de comunicação glocal, – termo usado para enfatizar a feliz alegoria da aldeia global – tanto mais numa altura em que se comemora o Ano Europeu do Diálogo Intercultural e celebra, por todos os recantos do planeta azul, o Ano Mundial das Línguas – precisamente, declarado, oficialmente, em curso em 21 de Fevereiro.

 

Importará, por conseguinte, encontrar as eventuais razões deste claro sucedâneo de revitalização cultural, desde logo, ponderar, quanto mais não seja, o potencial conflito com a instalação do novo Mito de Babel, por obra de uma estranha torre, já, baptizada de Rede – ou, mais vulgarmente, de Internet. Quanto a nós, estamos longe de poder subscrever, na íntegra, o Choque de Civilizações de Samuel Huntington, não obstante, sentimo-nos impelidos a reconhecer, hoje, muito por causa do tsunami de terrorismo em voga, a urgente necessidade de estabelecer pontes de contacto entre as várias culturas e cosmovisões do mundo que nos rodeia. Em nosso entender, o pós-modernismo nascido nos alvores dos anos trinta do século transacto, começa a resvalar, de forma paulatina, em enevoados escombros, com uma discrição tal, que, nem mesmo, os pretensos vanguardistas o conseguem desvelar : ao que parece, encontramo-nos no mais inacessível dealbar, camuflado pela espantosa celeridade ditada pelas constantes inovações tecnológicas, de um tempo novo, ainda criança, contudo, bem vivo e de boa saúde – na espiral hegeliana da História, vemo-lo desejo por irromper, com o seu próprio nome, sem dúvida, transmodernismo.

 

     (SURREAL CONTINUA ...)

sinto-me: LITERALMENTE À PROCURA DE ...
publicado por $urrealHumanity às 21:21
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